Quem é Quem
Dieter Wolf

Dieter Wolf, M55, SUI


[Esta foto de Dieter Wolf foi retirada da sua página www.wolfland.ch]

O Dieter fez uma impressionante carreira na Elite. De 1970 a 1981 participou em todos os Campeonatos do Mundo (WOC). Ganhou a medalha de prata na Estafeta de 1972. Lembra-se dessa corrida?
Eu fiz o 2º percurso e no primeiro quilómetro, pela colina acima, ultrapassei todos os outros, excepto o sueco e o finlandês. A três controlos do fim, olhámos para trás e não conseguimos ver ninguém. Então, um de nós disse: "Três atletas - três medalhas...!" Os suecos eram de facto muito fortes, mas para nós, suíços, a medalha de prata soube-nos a ouro.

Dieter Hulliger foi seu colega de equipa nas Estafetas de 1972, 1974, 1976, 1978 e 1979. Lembra-se especialmente dele?
Fomos sempre bons amigos e ainda hoje fazemos equipa na Maratona Suíça de Orientação em Montanha, que se realiza todos os anos e em que temos ficado no Top 5 da Elite, apesar de termos quase 60 anos de idade. Hulliger é um génio com o mapa, o que o faz ser tão bem sucedido (Medalha de Bronze individual no WOC de 1970 e pentacampeão individual no Campeonato Suíço). Para além disso, ele tem um jovial sentido de humor, contagiando toda a equipa com a sua alegria.

Em 1974, a Suíça perdeu a Medalha de Bronze por 4 segundos depois de um total de mais de 5 horas de corrida. Talvez o Dieter se lembre do seu colega Karl John a correr para a meta atrás do norueguês Eystein Weltzien. Em 1978, a sua equipa falhou o pódio por 7 segundos, após mais de 4 horas na floresta. Lembra-se de Max Horisberger a tentar apanhar o finlandês Risto Nuuros?
No último percurso de uma prova por estafetas, é o sprint que conta. Talvez não tenhamos tido os mais rápidos "sprinters" nesses anos. Pessoalmente, senti-me um pouco desapontado, depois de ter terminado o 1º percurso na 2ª posição, em ambas as provas.

Nas provas individuais do WOC (Distância Clássica), depois de um 29º lugar na sua primeira participação (1970), o Dieter ficou sempre nos 15 primeiros, com as melhores classificações em 1972 (6º) e 1976 (7º). Recorda particularmente algum desses campeonatos?
Estar sempre perto da 10º lugar em campeonatos mundiais de orientação, especialmente na Noruega 78 e Finlândia 79, traduz, de facto, a minha consistência ao longo de muitos anos. Eu era bom no mapa, mas demasiado lento na corrida para chegar aos lugares medalhados.

Ganhou os WMOC da Dinamarca 1999 e Lituânia 2001 e foi 2º na Austrália 2002. Foram medalhas fáceis?
Não diria fáceis, porque no WMOC a concorrência é muito forte nos lugares de topo de todos os escalões. Tive de treinar e preparar-me tão bem como o fizera antes, para qualquer Campeonato do Mundo de elite (WOC). Por isso, as minhas duas vitórias em H50 deixaram-me tão feliz como qualquer anterior sucesso na Elite, quando era mais jovem.

Na Nova Zelândia 2000, correu o WMOC em M35, apesar de já ser M50. Porquê? E como se sentiu enfrentando atletas 15 anos mais novos?
Tendo viajado até tão longe, queria fazer o percurso mais longo possível. Ainda fiquei em 10º lugar em M35, com 51 anos de idade. Melhor ainda foi quando, 2 semanas mais tarde, ganhei a medalha de bronze da Elite no Campeonato do Mundo de Rogaining (score 24 horas), fazendo equipa com o neozelandês Jason Markham, que tinha metade da minha idade.

No último WMOC, teve uma classificação a que não está habituado: 78º, em M55. O que aconteceu na Finlândia?
"Aconteceu" antes, quando em Janeiro fui submetido a uma cirurgia à coluna e perdi toda a velocidade, só lentamente recuperando a minha anterior performance desportiva, no Verão de 2007.

Competir com gente mais jovem não é novidade para si. Em 2005 correu pelo menos 3 provas de WRE, competindo na Elite contra Terkelsen, Mamleev, Merz, Schneider, Rollier, Hubmann, Lauenstein, Jorgensen, Stevenson, Davidik, Tavernaro... Como se sentiu?
Gosto muito de corridas longas, por isso, sempre que posso, corro na Elite. É claro que, agora, costumo fazer quase o dobro do tempo do vencedor, ou seja, tenho de dar o litro para ficar aquém das 2h30, que é normalmente o tempo máximo de competição...

De 23 a 27 de Julho, depois do WMOC, o senhor vai participar nos 5 Dias da OOCup, na Eslovénia. E, se a lista de inscrições está correcta, correrá em H21E. Porquê? É a sua estreia na Eslovénia? Que expectativas tem para terreno cársico?
O regresso em força, após dois anos de lesões, deixa-me ansioso por correr de novo na Elite, especialmente no cársico, que considero dos terrenos tecnicamente mais exigentes. Sim, é a minha estreia na Eslovénia. Juntamente com a minha mulher, vou preparar o anual Campo de Treino dos Veteranos Suíços, que desta vez terá lugar naquela zona em Outubro. Essa é a principal razão por que vou estar nos 5 Dias da OOCup.

Entre o WMOC e a OOCup, o Dieter estará envolvido na organização do 1º Swiss Rogaine, em Davos (12-13 de Julho). Que competição é essa? Como nasceu a ideia? Qual o seu papel na organização?
É um "score event" de 6, 12 ou 24 horas, por equipas de 2 ou mais elementos, que terão de manter-se juntos durante todo o tempo. O evento vai utlizar uma rede permanente de 50 controlos que eu montei em 2006 para actividades turísticas e desportivas. Os pontos são tecnicamente fáceis, todos situados em trilhos de caminhadas, mas oscilando entre os 1100 e os 3145 metros de altitude! Caso único na orientação: é permitido treinar no terreno de competição em qualquer altura, porque está aberto ao público durante todo o ano. Eu sou o coordenador do evento. As inscrições podem fazer-se para: d.u.wolf@pop.agri.ch (e-mail) ou para o telemóvel +41 79 404 62 09.

A Suíça já tinha algo parecido - Swiss Karrimor 2-day Mountain Marathon, que o senhor organizou pela primeira vez em 1976, aproveitando a ideia do British KIMM (desde 1968). Essa competição ainda sobrevive? Qual a diferença entre a Maratona de Montanha e o Swiss Rogaine?
Desde que eu trouxe a ideia para a Suíça, depois da minha primeira experiência em 1975 no British Lake District, o evento tem-se realizado todos os anos, sempre em terrenos diferentes nos Alpes suíços ou na zona pré-alpina (este ano será a 9 e 10 de Agosto - R'adys Mountain Marathon Lenzerheide Switzerland). Nos primeiros anos, eu era o traçador de percursos e coordenador. Desde 1990, sou um participante regular, correndo ainda no percurso mais longo. Costumam ser à volta de 350 corredores. Trata-se de um percurso convencional, em que os pontos têm de ser feitos por ordem crescente (1 - 2...), ao contrário do Rogaine, que é tipo "score", o que significa escolha livre por forma a fazer o maior número de pontos num tempo limitado.

Qual a importância dos clubes na orgânica da orientação na Suíça? Que funções desempenha o senhor no seu clube OLG Davos?
Cerca de 100 clubes são o "coração" da orientação no meu país, e a Federação Suíça de Orientação (www.solv.ch) coordena todos os clubes. Eu sou o coordenador técnico do meu clube, responsável pelos nossos treinos regulares de clube, pelo planeamento de eventos, pela orientação nas escolas, pela cartografia de áreas para treino...

Ursula Wolf, W50, vem consigo ao WMOC. Quer apresentá-la?
Ursula é minha esposa há 25 anos e partilhamos a maior parte dos treinos e experiências de orientação. Tem pela modalidade um entusiasmo tão grande quanto eu. Não temos filhos mas trabalhamos com crianças na escola, eu como professor, ela como psicóloga, e fazemos o mesmo na prática desportiva.

Deixe-me perguntar à Ursula quais foram os seus melhores resultados e quais as provas que mais lhe agradaram.
Ela ganhou uma medalha de prata individual nos Campeonatos da Suíça de 1974, foi 4ª no Campeonato do Mundo de Estudantes de 1976 na Finlândia, e integrou várias vezes a selecção feminina da Suíça. Os seus melhores resultados, no entanto, apareceram mais tarde nos WMOC: 2ª na Rússia em 1995, 3ª em Espanha em 1996, 3ª na Itália em 2004, 3ª no Canadá em 2005, 9ª na Áustria em 2006. Gostou particularmente do terreno e dos percursos na corrida de espectadores do WOC no Japão em 2005 e da digressão do Park World Tour à China em 2007.

O Dieter e a Ursula treinaram a selecção da Nova Zelândia que disputou o WOC 2003. Foi uma tarefa ocasional ou têm uma carreira regular de treinadores?
Eu tenho um diploma de treinador ao mais alto nível e fui o treinador da Selecção Suíça no período 1986-1988, depois de nos anos 70 ter sido treinador de juniores a nível regional. Os meus compromissos com selecções estrangeiras foram sempre em relação a determinados Campeonatos do Mundo: os australianos, para a Hungria 83; os neozelandeses, para a Austrália 85, França 87 e Suíça 2003.

Quanto tempo viveu na Austrália e Nova Zelândia? Gostou dessa experiência?
Passei vários meses viajando tanto na Austrália como na Nova Zelândia nos períodos 79/80, 84/85 e 88. Promover a orientação naqueles países fantásticos foi a melhor coisa que alguma vez fiz. O pessoal da orientação foi tão simpático a acolher-nos! Construímos nessa altura muitas amizades que vão ficar para sempre...

O senhor e a sua esposa também competem às vezes em ski-O. Quais foram as suas melhores experiências nesta disciplina?
Em 2005 e 2008 o ski-WMOC teve lugar em Engadine Valley, na Suíça, e em ambas as vezes fui medalha de prata em M55. É um desporto tão fabuloso como a orientação pedestre, em bom terreno!

Qual o seu programa de treino semanal?
Desde que em 2000 nos mudámos para Davos e passámos a viver na montanha a 1600 metros de altitude, aumentei os meus treinos em 100% relativamente ao período anterior! Porquê? Porque a natureza é tão fantástica que eu tenho de sair todos os dias: caminhadas e subidas ao topo das montanhas, a pé no Verão (e mais alguma BTT) e treino de esqui no Inverno, ou seja, esqui de fundo (a Maratona Engadine de esqui, em 2h06) e esqui-turismo. Uma média de 25 horas de treino por semana, incluindo fortalecimento muscular num clube de fitness, para manter os meus músculos, que começaram a acusar a idade depois dos 50...

Tem algum plano especial de treino para WMOC deste Verão?
Sim, tenho um programa específico para o WMOC de Portugal. Além de subir os picos das montanhas, faço mais corrida em terreno plano do que o habitual, para aumentar a velocidade. Portanto, vocês aí, Finlandeses, Russos e Portugueses, ponham-se a pau no M55. Eu estou a desafiar-vos!

Que espera do Portugal 2008? É a sua estreia neste país?
É a primeira vez que farei orientação em Portugal, mas tenho muita experiência em terreno de dunas. Espero conquistar uma medalha em M55 - ou talvez duas, já que há 2 disciplinas pela primeira vez na história do WMOC. Penso que os organizadores portugueses deste WMOC fazem um trabalho fantástico pela orientação. Desejo-lhes tudo de melhor para um evento de sucesso com orientistas de todo o mundo!

(Entrevista de Manuel Dias. Perguntas e respostas por e-mail. Recebido a 6 Abr 2008.)


[2008-06-20] Carlos Monteiro, WMOC Event Director

[2008-06-20] Dieter Wolf, M55, SUI

[2008-06-19] Timo Teinila, WMOC speaker

[2008-06-19] Jorge Simões, WMOC Event Director assistant

[2008-06-18] Blair Trewin, M35, AUS

[2008-06-18] Mariett Matias, WMOC Media responsible

[2008-06-17] David May, WMOC Senior Event Advisor

[2008-06-16] Gottfried Tobler, M60, AUT

[2008-06-16] Tuulikki Salmenkylä, W45, FIN

[2008-06-16] Arvo Majoinen, M80, FIN

[2008-06-14] Fernando Costa, WMOC Marketing responsible

[2008-06-13] Sarah Dunn, W40, GBR

[2008-06-12] Santos Sousa, WMOC planner

[2008-06-11] Sigurd Daehli, M55, NOR

[2008-06-10] Alexandre Reis, WMOC mapper and planner

[2008-06-09] Nick Duca, M40, CAN

[2008-06-07] Tiago Aires, WMOC mapper and planner

[2008-06-06] Irina Stepanova, W55, RUS

[2008-06-05] Luís Sérgio, WMOC mapper

[2008-06-04] Ari Kattainen, M50, FIN

[2008-06-03] Rui Antunes, WMOC Mapping coordinator

[2008-06-02] Jon Musgrave, M45, GBR

[2008-05-31] Jacinto Eleutério, WMOC Course coordinator

[2008-05-30] Rune Carlsson, M70, SWE

[2008-05-29] Åke Jacobson, Presidente da IOF

[2008-05-29] Augusto Almeida, Presidente da FPO

[2008-05-28] Jurate Uleviciene, W55, LIT

[2008-05-26] Vladimir Ioffe, M70, ISR

[2008-05-23] José Fernandes, M45, POR

[2008-05-21] Ezio Paris, M55, ITA

[2008-05-19] Gabriella Györffy, W40, HUN

[2008-05-16] Alberto Minguez, M40, ESP

[2008-05-14] Tomas Zdrahal, M55, CZE

[2008-05-12] Paulo Becker, M45, BRA

[2008-05-09] Ingrid Roll, W70, NOR

[2008-05-07] Jerzy Parzewski, M55, POL

[2008-05-05] Hugh Moore, M60, AUS

[2008-05-02] Martin Checkley, M55, GBR

[2008-04-30] Etienne Bousser, M60, FRA

[2008-04-28] Andreas Grote, M40, SUI

[2008-04-24] Liudmila Labutina, W65, RUS

[2008-04-22] Freddy Sillien, M60, BEL

[2008-04-17] Tomislav Kaniski, M35, CRO

[2008-04-14] Eero Tuuteri, M85, FIN

[2008-04-10] Lena Nordahl, W80, SWE

[2008-04-07] Albano João, M45, POR

[2008-04-03] Tom A. Karlsen, M55, NOR

[2008-03-31] Kayoko Sakai, W55, JPN

[2008-03-27] Finn Arildsen, M45, DEN

[2008-03-24] Anne Nurmi, W45, FIN

[2008-03-20] Peo Bengtsson, M75, SWE

[2008-03-17] Alida Abola, W50, LAT

[2008-03-13] Matti Railimo, M60, FIN

[2008-03-10] Cornelia Eckardt, W35, GER

[2008-03-06] Joaquim Sousa, M35, POR

[2008-03-03] Birgitta Olsson, W75, SWE

[2008-02-20] J. Salmenkylä, M75, FIN

[2008-02-18] Torid Kvaal, W65, NOR

[2008-02-15] Mykola Bozhko, M55, UKR

[2008-02-13] Pavlina Brautigam, W45, USA

[2008-02-11] Ferran Santoyo, M35, ESP

[2008-02-08] Sole Nieminen, W80, FIN

[2008-02-06] Stefano Galletti, M40, ITA

[2008-02-04] Gillian Ingham, W50, NZL

[2008-02-01] Jörgen Mårtensson, M45, SWE

[2008-01-30] Tom Hiltebrand, M50, SUI

[2008-01-28] Baiba Ozola, W40, LAT

[2008-01-25] Eddie Harwood, M55, GBR

[2008-01-23] Marje Viirmann, W45, EST

[2008-01-21] Alexander Afonyushkin, M40, RUS

[2008-01-18] Paulina Majova, W55, SVK

[2008-01-16] Björn Linnersjö, M65, SWE

[2008-01-15] Lillian Røss, W85, NOR

[2008-01-10] Tapio Peippo, M55, FIN

[2008-01-07] Elizabeth Brown, W90, GBR

[2008-01-04] Erkki Luntamo, M90, FIN

 
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