Quem é Quem
David May

David May, IOF Senior Event Advisor


A 10 Junho de 2006, já nomeado Senior Event Advisor (SEA) para o WMOC 2008, o senhor participou em 2 provas num mapa de Pataias, provavelmente próximo do mapa onde vão ser disputadas as 2 Qualificatórias da Distância Longa. O que achou do terreno nessa altura?
A corrida confirmou que o terreno é de primeira categoria e que realmente precisávamos de um mapa com equidistância de 2,5 metros. Gostei mesmo muito.

E o que achou da organização desse evento, promovido por um dos clubes directamente envolvidos na organização do WMOC?
Excelente. Tivemos duches, comida, bebida, uma entrega de prémios digna e bom ambiente. Percebi que estávamos em boas mãos.

Antes de ter sido designado IOF SEA para este WMOC, já conhecia o Pinhal de Leiria? Já tinha competido em Portugal? Conhecia o país?
Já tinha estado três vezes em Portugal, mas não em Leiria. As visitas tinham sido a Sintra, Mafra e Lisboa - de qualquer maneira sempre em função da orientação.

Quantas vezes, depois da nomeação, visitou o terreno de prova? Lembra-se de algum episódio relevante ou curioso ocorrido nas visitas ao terreno ou em reuniões com os organizadores?
Fiz até agora quatro visitas oficiais (será a quinta quando o evento começar), mais duas não oficiais quando participei nos POM de 2007 e 2008. No total foi qualquer coisa como seis semanas. Este evento é de longe o mais participado do calendário da IOF e será certamente o maior organizado até agora pela Federação Portuguesa. Há muita coisa a fazer...
Curiosidades? Uma vez estávamos a visitar um terreno na carrinha da Federação e ficámos atolados na areia. Fomos até um restaurante, enquanto alguém chamava um tractor para desatolar a carrinha. Também tive alguns dias bem longos - uma reunião começou às 8h da noite e terminou às 3h30 da madrugada, com um participante a chegar às 1h30!

Além da aprovação do terreno, a IOF estabelece para o SEA uma série de tarefas de supervisão, que vão dos mapas aos percursos e pontos de controlo, equipamento de cronometragem, alojamento, transportes, cerimónias públicas, condições para os media, etc. Em que medida a sua intervenção foi importante para a correcção dos planos da organização em algum destes ou noutros itens? Pode exemplificar?
Como acaba de enumerar, há mesmo muito que fazer! Carlos Monteiro e os outros elementos mais destacados da organização estiveram nos anteriores WMOCs na Áustria e Finlândia e tiveram uma oportunidade vital de falar e aprender com os organizadores de 2006 e 2007. A maior diferença entre essas edições e esta de 2008 é a inclusão no programa de duas provas de Sprint e eu empenhei-me particularmente a supervisionar o modo de as organizar. Na verdade, tivemos de começar por escrever as regras para o Sprint do WMOC já que não existiam anteriormente.

Conseguiu que os organizadores portugueses montassem um WMOC à medida dos seus desejos?
Estou confiante em que o evento será excelente!

Qual é, do seu ponto de vista, o aspecto menos conseguido (a área mais frágil) deste evento?
Provavelmente a minha falta de domínio do português. Não sou particularmente versado em línguas e acho o português um idioma difícil de tentar aprender. Isso pode ter implicado, em certos momentos da tradução, alguma perda do sentido exacto do que queríamos dizer.

Qual o capítulo que melhor cumpre as exigências da IOF e as expectativas dos atletas?
É difícil de responder nesta fase - provavelmente o terreno e o estado do tempo tornarão este evento memorável.

O papel do IOF SEA é bastante delicado. O Manual do WMOC diz expressamente: "Os IOF SEAs não são polícias nem espiões! A sua relação com os organizadores deve basear-se na confiança mútua e na consciência de um objectivo partilhado." Nestes 3 anos de supervisão e colaboração, sentiu alguma vez que estava a ser olhado como um polícia ou um espião?
Não, nunca me senti como um espião da IOF - talvez o facto de eu não entender português tenha dado uma ajuda!

O senhor é membro da IOF Foot-O Commission (FOC), que conta, entre as suas atribuições, o dever de "incentivar e, eventualmente, recomendar novos formatos de provas". Isso quer dizer que a Comissão teve intervenção directa na introdução do Sprint, que vai acontecer pela primeira vez na história do WMOC? Que pensa desta inovação?
A FOC promoveu uma pormenorizada consulta entre os concorrentes do WMOC 2005 no Canadá e uma das conclusões foi que o programa de duas Qualificatórias e uma Final foi considerado demasiado curto por muitos dos inquiridos. A FOC propôs que o programa fosse alargado com a inclusão de um Campeonato de Sprint e o Conselho da IOF concordou. Eu estive muito envolvido neste processo e apoiei inteiramente esta inovação.

Desde que trabalha na IOF lembra-se de alguma outra inovação tão ou mais significativa do que esta?
Eu estive envolvido em todo o trabalho da FOC desde 1997, mas a tarefa mais trabalhosa foi talvez o estabelecimento dos World Rankings e dos World Ranking Events.

Quando começou o seu mandato? E que outras atribuições fundamentais tem a FOC?
Como se deduz da resposta anterior, este é o meu 11º ano como membro da FOC. Resumidamente, a função da FOC é desenvolver a orientação de nível mundial (Júnior, Elite e Sénior) e, em particular, responder pelo programa do WOC e da World Cup.

Quer lembrar algum "dossier" particularmente trabalhoso ou delicado em que tenha tido intervenção determinante durante o seu trabalho na IOF?
Já mencionei o Sprint do WMOC e o esquema dos World Rankings, poderia acrescentar que o desenvolvimento do WMOC está também sob a minha responsabilidade; por exemplo, fui eu que escrevi o Manual do WMOC a que já fez referência.

Antes deste WMOC, em que outros eventos importantes esteve como Event Advisor? Guarda memórias gratificantes de algum evento em especial?
Estive também como IOF Event Adviser no JK na Grã-Bretanha em 2006, fui juiz-controlador no WOC de 1999 na Grã-Bretanha e Director Técnico na World Cup de 2005 também na Grã-Bretanha.

O senhor foi recentemente eleito para a Direcção da British Orienteering e, invocando uma década de experiência na IOF, apresentou-se como um "moderniser and simplifier". Em que é que isso se traduz?
Gosto de pensar que sou um modernizador na medida em que tento promover ideias novas. Por exemplo, eu introduzi e planeei a primeira prova de Micro-Orientação (Micr-O) no Reino Unido. Sou também um acérrimo defensor da disciplina de Sprint, tendo-me encarregado este ano de traçar os percursos para o Sprint do troféu JK, que atraiu mais de 1500 participantes.

Porque se candidatou à Direcção da British Orienteering? Tem algum projecto especialmente ambicioso para a orientação na Grã-Bretanha?
Gosto de pensar que posso trazer à Direcção uma larga experiência, especialmente nos aspectos internacionais da orientação.

Dos muitos eventos em que participou até agora, quer lembrar algum em especial: Tasmânia 1992 ou Edmonton 2005 (onde Vincent Joyce foi medalha de prata)? Ou outro que tenha tido um significado especial para si?
Competi em todos os WMOC excepto um, o da Noruega em 2003, quando tive de ficar no Reino Unido em funções de Júri. Por lesão tive de abandonar a 1ª Qualificatória na Austrália e, por estar doente, falhei as Qualificatórias na Finlândia (2007). O meu objectivo é sempre chegar à Final A (e também vencer os outros britânicos!), mas nem sempre sou bem-sucedido. O meu melhor resultado foi na Áustria em 2006, quando fui 23º na Final A - e ganhei a todos os (bons) britânicos também! Prefiro não falar do pior resultado…

Vi os resultados de uma estafeta em 2004 em que fizeram equipa consigo: Liz Campbell, Alice Bedwell e Steve Jones. Mas que equipa! Lembra-se dessa corrida?
Sim, eu estava a correr pelo País de Gales na Home Internationals contra a Inglaterra, Escócia e Irlanda. Mas não acho que tenhamos vencido.

Tem havido várias desqualificações por "misspunching" com o Sportident. O regulamento é muito claro quanto à responsabilidade dos atletas. Quer lembrar as regras que existem quanto a esta matéria?
Os registos mostram que a esmagadora maioria dessas desqualificações ocorreu quando os postos de controlo em questão estavam "online", ou seja, ligados por rádio ou cabo ao sistema de resultados. Nós estamos agora bastante confiantes em que só podem acontecer problemas quando os controlos online foram instalados de forma incorrecta ou alguém arranjou uma solução para desenrascar sem respeitar os requisitos da SportIdent. Nós estamos a usar no WMOC os mesmos controlos online que foram usados na World Cup da Grã-Bretanha em 2005 e que cumprem as normas SI.
A regra é: "Um concorrente com um controlo em falta ou registado de forma não indentificável não será classificado, a menos que se possa estabelecer, sem margem para dúvidas, que a falta do registo ou o registo não identificável não é culpa do concorrente. Nesta excepcional circunstância, outro meio de prova deve ser usado para garantir que o concorrente visitou esse controlo, tal como o testemunho de um membro da organização ou um registo de imagem ou a leitura da estação de controlo. Em todas as demais circunstâncias, tais meios de prova não são aceitáveis e o concorrente deve ser desclassificado. No caso do SportIdent, esta regra significa que:
- Se uma estação de controlo não estiver a funcionar, o concorrente deve usar o dispositivo de reserva [picotador] e será desclassificado se a marcação não ficar registada.
- Se o concorrente controlar demasiado rápido e não receber os sinais de confirmação [sonoro e luminoso], o cartão [SI card] ficará sem registo e o concorrente deverá ser desclassificado (mesmo que a estação de controlo possa ter registado o número do cartão do concorrente)".

Excepto em caso de acidente, a ajuda em prova é expressamente condenada pelo Regulamento de Competição da IOF. Isto quer dizer que um atleta, momentaneamente perdido, não pode pedir a outro concorrente que o ajude a situar-se no mapa?
Exactamente! Se você estiver momentaneamente perdido, você deve descobrir por si próprio onde é que está. Pedir ajuda a alguém é batota. Além do mais, isso pode perturbar a concentração do outro atleta e afectar a sua corrida.

Outro tema que às vezes suscita comentários desagradáveis é o das "colas" durante a prova. Qual é a orientação da IOF quanto a este caso?
A posição da IOF é bastante clara. A Regra 26.2 diz: "Numa prova com tempos de partida individualizados, os concorrentes têm de navegar e correr no terreno de forma independente". Por outras palavras, você tem obrigação de não seguir deliberadamente outro concorrente.

Quer deixar alguma recomendação aos atletas?
Desejo que todos alcancem os seus objectivos!

(Entrevista de Manuel Dias. Perguntas e respostas por e-mail. Recebido a 3 Jun 2008.)


[2008-06-20] Carlos Monteiro, WMOC Event Director

[2008-06-20] Dieter Wolf, M55, SUI

[2008-06-19] Timo Teinila, WMOC speaker

[2008-06-19] Jorge Simões, WMOC Event Director assistant

[2008-06-18] Blair Trewin, M35, AUS

[2008-06-18] Mariett Matias, WMOC Media responsible

[2008-06-17] David May, WMOC Senior Event Advisor

[2008-06-16] Gottfried Tobler, M60, AUT

[2008-06-16] Tuulikki Salmenkylä, W45, FIN

[2008-06-16] Arvo Majoinen, M80, FIN

[2008-06-14] Fernando Costa, WMOC Marketing responsible

[2008-06-13] Sarah Dunn, W40, GBR

[2008-06-12] Santos Sousa, WMOC planner

[2008-06-11] Sigurd Daehli, M55, NOR

[2008-06-10] Alexandre Reis, WMOC mapper and planner

[2008-06-09] Nick Duca, M40, CAN

[2008-06-07] Tiago Aires, WMOC mapper and planner

[2008-06-06] Irina Stepanova, W55, RUS

[2008-06-05] Luís Sérgio, WMOC mapper

[2008-06-04] Ari Kattainen, M50, FIN

[2008-06-03] Rui Antunes, WMOC Mapping coordinator

[2008-06-02] Jon Musgrave, M45, GBR

[2008-05-31] Jacinto Eleutério, WMOC Course coordinator

[2008-05-30] Rune Carlsson, M70, SWE

[2008-05-29] Åke Jacobson, Presidente da IOF

[2008-05-29] Augusto Almeida, Presidente da FPO

[2008-05-28] Jurate Uleviciene, W55, LIT

[2008-05-26] Vladimir Ioffe, M70, ISR

[2008-05-23] José Fernandes, M45, POR

[2008-05-21] Ezio Paris, M55, ITA

[2008-05-19] Gabriella Györffy, W40, HUN

[2008-05-16] Alberto Minguez, M40, ESP

[2008-05-14] Tomas Zdrahal, M55, CZE

[2008-05-12] Paulo Becker, M45, BRA

[2008-05-09] Ingrid Roll, W70, NOR

[2008-05-07] Jerzy Parzewski, M55, POL

[2008-05-05] Hugh Moore, M60, AUS

[2008-05-02] Martin Checkley, M55, GBR

[2008-04-30] Etienne Bousser, M60, FRA

[2008-04-28] Andreas Grote, M40, SUI

[2008-04-24] Liudmila Labutina, W65, RUS

[2008-04-22] Freddy Sillien, M60, BEL

[2008-04-17] Tomislav Kaniski, M35, CRO

[2008-04-14] Eero Tuuteri, M85, FIN

[2008-04-10] Lena Nordahl, W80, SWE

[2008-04-07] Albano João, M45, POR

[2008-04-03] Tom A. Karlsen, M55, NOR

[2008-03-31] Kayoko Sakai, W55, JPN

[2008-03-27] Finn Arildsen, M45, DEN

[2008-03-24] Anne Nurmi, W45, FIN

[2008-03-20] Peo Bengtsson, M75, SWE

[2008-03-17] Alida Abola, W50, LAT

[2008-03-13] Matti Railimo, M60, FIN

[2008-03-10] Cornelia Eckardt, W35, GER

[2008-03-06] Joaquim Sousa, M35, POR

[2008-03-03] Birgitta Olsson, W75, SWE

[2008-02-20] J. Salmenkylä, M75, FIN

[2008-02-18] Torid Kvaal, W65, NOR

[2008-02-15] Mykola Bozhko, M55, UKR

[2008-02-13] Pavlina Brautigam, W45, USA

[2008-02-11] Ferran Santoyo, M35, ESP

[2008-02-08] Sole Nieminen, W80, FIN

[2008-02-06] Stefano Galletti, M40, ITA

[2008-02-04] Gillian Ingham, W50, NZL

[2008-02-01] Jörgen Mårtensson, M45, SWE

[2008-01-30] Tom Hiltebrand, M50, SUI

[2008-01-28] Baiba Ozola, W40, LAT

[2008-01-25] Eddie Harwood, M55, GBR

[2008-01-23] Marje Viirmann, W45, EST

[2008-01-21] Alexander Afonyushkin, M40, RUS

[2008-01-18] Paulina Majova, W55, SVK

[2008-01-16] Björn Linnersjö, M65, SWE

[2008-01-15] Lillian Røss, W85, NOR

[2008-01-10] Tapio Peippo, M55, FIN

[2008-01-07] Elizabeth Brown, W90, GBR

[2008-01-04] Erkki Luntamo, M90, FIN

 
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